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Zuckerberg anuncia projeto para ligar todo o mundo à internet

22 Agosto 2013
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Facebook CEO Mark Zuckerberg

Foto: Peter Da Silva/EPA

Parece um pouco o que já existe mas, na verdade, 2/3 da população mundial ainda vive sem acesso à internet atualmente. O criador do Facebook aliou-se a várias tecnológicas mundiais para criar o Internet.org. Para que ninguém fique offline.

O projeto foi anunciado na terça-feira passada pelo CEO da maior rede social. O principal objetivo é tornar a internet acessível a todo o mundo, com especial enfoque nas regiões mais pobres do globo. Em parceria com várias empresas do ramo – Ericsson, Nokia, Qualcomm, e Samsung são alguns dos membros fundadores – vão ser levadas a cabo várias iniciativas que conseguirão ligar à internet dois terços da população mundial, ainda sem acesso à rede.

Os três principais desafios do projeto serão a criação de meios baratos de acesso à WWW, onde se incluem os smartphones; eficiência de dados, onde serão desenvolvidas técnicas de compressão de forma a que a largura de banda a utilizar pelos serviços seja cada vez menor; e formas de criar o acesso cada vez mais fácil. Os membros do Internet.org comprometem-se a desenvolver modelos de negócio que terão como objetivo incentivar empresas de todos os tipos a fornecer acesso à web melhor e mais barato nas regiões mais pobres.

Outras iniciativas como o Mozilla Firefox OS ou o Projeto Loon do Google já tentaram colmatar vários destes problemas mas um objetivo tão ambicioso como o de Zuckerberg necessita de uma solução holística e mais ampla, escreve a Verge. No mesmo dia do lançamento do projeto, o CEO do Facebook postou uma declaração onde explicou que as suas ambições não passam apenas pelas questões empresariais mas também pelos direitos humanos. “A injusta realidade económica é que aqueles que já estão no Facebook têm muito mais dinheiro do que o resto do mundo junto, por isso pode não ser uma realidade rentável para nós servir os próximos biliões de pessoas por muito mais tempo, muito menos para sempre. Mas acreditamos que todos merecem estar ligados”, escreveu.

O artigo na íntegra da revista The Verge.



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