No caso do projecto “SapoHey!, os testes subdividir-se-ão pelas aplicações web e mobile.
O nosso plano inclui uma especificação detalhada dos objectivos dos testes, dos tipos e técnicas utilizados, do método de recolha de dados e do levantamento dos instrumentos e materiais necessários.
Estes serão realizados nos Laboratórios do Sapo, em ambiente controlado.
Em termos de agendamento, serão realizados com alguma antecedência relativamente à apresentação da versão beta, uma vez que ainda teremos que analisar eventuais resultados que estes venham a devolver. Iremos seleccionar 5 alunos do departamento: dois dos laboratórios do Sapo, um da licenciatura de NTC, um da licenciatura de Design e um do Mestrado em Comunicação Multimédia.
- objectivos:
Estes testes têm um papel determinante para uma revisão bem sucedida de eventuais falhas que as aplicações ainda poderão admitir, de modo a que estas sejam corrigidas atempadamente. Além do mais, o feedback de pessoas exteriores ao projecto é sempre vantajoso, na medida em que as suas opiniões não são influenciadas pelo conhecimento a priori do funcionamento das aplicações. Logo, permitem-nos ter uma visão do produto o mais aproximada possível à visão dos seus futuros utilizadores.
- os tipos de teste
* funcionalidade: tendo dividido as aplicações em diversos blocos (“timeline”, “dashboard”, “perfil”, etc.) torna-se mais fácil identificar e soluccionar problemas. No entanto, esta avaliação tornará possível a identificação de possíveis “bugs” que nos tenham escapado. Desta forma, saberemos se o SapoHey! cumpre as suas funções correctamente.
* segurança: para verificar a robustez da aplicação, particularmente no que diz respeito a toda a informação que é trazida da base de dados e assegurar a protecção de informações pessoais e dados confidenciais (as credenciais do Twitter ou o nº de telemóvel, por exemplo), faremos alguns testes que comprovem que medidas tomadas anteriormente estão a resultar (encriptação da password, e-mails de confirmação para evitar recuperações desnecessárias da mesma, captcha, etc.).
*compatibilidade: este ponto é de extrema importância para o nosso projecto. Iremos analisar a compatibilidade/consistência do sistema entre diversas plataformas, sistemas operativos, resoluções, etc. Para a versão web, faremos testes em diferentes browsers (Firefox, Safari e IE) e sistemas operativos (Windows e Mac OSX). Para a mobile, tendo em conta que as especificações dos browsers dependem da marca do telemóvel, do próprio modelo e de tantos outros factores, iremos utilizar três equipamentos que diferem, inclusive, na resolução de ecrã.
*conteúdos: alguns erros de conteúdo já têm vindo a ser corrigidos sempre que detectados. No entanto, contamos que a experiência dos “testers” nos devolva um feedback relativamente a alterações ainda por efectuar em termos de legibilidade, formatação (especial atenção à versão mobile), ortografia e sintaxe. O mesmo diz respeito às imagens. Além do mais, importa testar a coerência destes parâmetros entre web e mobile.
*design: a consistência e o equilíbrio visuais são dois factores bastante relevantes a ter em conta, especialmente quando existem duas aplicações a correr em terminais muito diferentes. Iremos avaliar detalhadamente se os “testers” conseguem reconhecer o mesmo serviço, quer acedam a partir de um portátil ou de um telemóvel. Questões como a identidade, a harmonia cromática, o equilíbrio espacial, a legibilidade e a ergonomia visual auxiliar-nos-ão nestas conclusões.
*usabilidade: Sendo o SapoHey! uma aplicação centrada no utilizador, é de extrema relevância analisar a eficácia, eficiência e satisfação que a aplicação imprime na sua opinião, segundo as heurísticas de Nielsen. Na análise de tarefas como “criar um registo, recuperar a password, entrar no sistema” ou “entrar no sistema, alterar preferências específicas da conta” e ainda “enviar um tweet, marcar um deles como favorito, ver direct-messages recebidas” entre outras, queremos saber se o sistema informa convenientemente o utilizador do resultado das suas acções, se este tem controlo sobre a aplicação, se as acções são suficientemente consistentes para que ele as reconheça e não tenha que puxar pela memória para as executar, se os caminhos são demasiado complexos e se a linguagem é clara e objectiva. Os erros também devem ser claramente reportados e evitados, sempre que possível. As ajudas contextuais deverão estar correctamente sinalizadas, mas esperamos que o utilizador não tenha que recorrer a elas com frequência.
- as técnicas de teste
*unit testing: quando avaliarmos questões relacionadas, particularmente, com as funcionalidades que compõe as aplicações, iremos optar por testar individualmente alguns módulos, previstos pelo guião como percursos pré-definidos.
*teste integrado: já em termos de design e segurança, por exemplo, os testes deverão englobar toda a aplicação, para que possa ser convenientemente analisada.
- técnicas de recolha de dados
*gravação áudio-vídeo, grelhas de registo e checklists, observação e registo directo, entrevistas.
- instrumentos e materiais necessários
* Sony-Ericsson K810i, Nokia N95, HTC Pro
* iMAC lab.sapo/ua
* Software ScreenFlow
* Portátil com Windows
* Câmera de filmar
* Material de escrita