Apesar de a data não ser consensual, nem sequer ter (que eu me tenha apercebido) direito a um logo especial Google, certamente já todos fomos e vamos continuar a ser presenteados com as mais variadas notícias, análises, opiniões e previsões a propósito de fazer hoje 40 anos desde que foi enviada a primeira mensagem entre dois computadores online.
Tinha pensado em escrever algo sobre o assunto e confesso que até me lembrei de pedir ao Outlook para se lembrar de dizer ao meu telefone para me lembrar de não me esquecer do dia em que a Internet começou, discretamente, sem a pompa e circunstância de outras coisas marcantes que aconteceram em 1969.
Mas agora que estou com as mãos na massa sinto que o que vale mesmo a pena é, afinal, parar um instante para meditar. Deixo por isso apenas duas referências que, apesar de clássicas, continuam a não ser suficientemente conhecidas com o detalhe que merecem:
Hoje é uma data especial e a NASA decidiu comemorar os 40 anos desde os primeiros passos de Neil Armstrong e Buzz Aldrin na Lua, disponibilizando um conjunto de vídeos restaurados de alta definição (aqui).
Fui um dos que teve o privilégio de assisitir em directo a essa façanha tecnológica, que necessariamente marcou múltiplos aspectos da minha vida e do meu percurso profissional. Ainda miúdo, em férias longe de casa, recordo-me perfeitamente de me terem acordado, noite dentro, para a emissão especial da RTP e escutar aquelas palavras fantásticas e incompreensíveis, porque ainda não sabia falar Inglês.
Polémicas e histórias à parte, muitos anos mais tarde tive uma sensação parecida, quando também necessitei de uma boa dose de confiança para acreditar que o que estava a ver era mesmo… o meu filho na imagem difusa do ecrã de um ecógrafo.
Quem um dia der de caras com esta fantástica peça de “pop culture” ao ombro da Cátia, muito provavelmente vai recordar-se do utilitário de visualização de fontes do Windows. Talvez até saiba que essa frase é um pangrama, i.e. uma frase que faz sentido numa dada língua, portanto facilmente memorizável, em que são usadas todas as letras do alfabeto pelo menos uma vez.
Já será improvável que alguma vez tenha usado o truque de escrever =rand(p,n) no Word para preencher p parágrafos com n réplicas da frase, de forma a ficar com uma ideia do aspecto da aplicação de um dado template.
Menos provável é que saiba que um dos pangramas mais conhecidos em português (do Brasil) conta que “um pequeno jabuti xereta viu dez cegonhas felizes”. Confesso que aqui estou a falar de cor, porque esta nunca me apareceu, isto é mesmo “wikipedia dix it”… A história que conheço é a da rápida raposa castanha que, muito antes de haver Windows ou de a Microsoft ser conhecida, já andava aos saltos por cima do cão preguiçoso na line printer do Nova4 no departamento de Electrónica e Telecomunicações da Universidade de Aveiro ![]()
Ontem chegou o Verão. Aproveitei uma piscina deliciosa a jeito e vinguei-me de anos recentes em que o calor se riu de mim.
Hoje foi a vez dele: espapacei o dia todo no frenesim do quotidiano, brindado por um ar condicionado… avariado ![]()







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