Edubits

Universidade de Aveiro - 6 Julho 2009




Conclusões ou um ponto de partida…

Deixamos, em jeito de conclusão, esta pequena reflexão final e um conjunto de desafios, quem sabe, para debater entre edições do EdubistUA, cuja edição de 2009 terminou (?) com tantas ideias e partilha de projectos entre equipas.

Se a evidência da difusão das ferramentas da Web Social (ou 2.0) na Universidade de Aveiro é uma realidade, permitindo uma disseminação de informação e interacção com os utilizadores, a gestão da informação e da comunicação institucional requer uma atenção por parte dos diferentes actores, quer na forma, quer no conteúdo e principalmente na interligação para a identidade institucional sair reforçada e com esta, a identificação de todos com cada um dos projectos e da organização como um todo.

O lançamento do Sapo Campus, previsto para Setembro de 2009, assente numa lógica de Personal Learning Environments (PLE) permitirá fazer a ponte entre essa identidade institucional e o desenvolvimento de participações colaborativas a nível individual.

E ficaram dúvidas. Ou melhor, ficaram desafios. Ficam alguns como se fossem um repto para a continuação das discussões e análise do desenvolvimento numa edição futura ou ao longo do tempo entre as equipas:

1. Como conciliar as diferentes fontes de informação numa visão única e integrada na Universidade de Aveiro?
2. Como potenciar o uso da tecnologia como garantia de adequação às necessidades de vários tipos de utilizadores com objectivos distintos?
3. Que modelo de monitorização a implementar para a aferição da oportunidade, qualidade e pertinência da informação partilha no contexto organizacional e para/entre os utilizadores?

Foi, sem dúvida, um dia de partilha, reflexão conjunta e de uma abertura que permite um caminho feito com base na resposta a curto, médio e longo prazo às questões de hoje que são, com criatividade e imaginação, soluções para amanhã.

Como sempre, deixamos uma provocação. Será que tendo na mão uma boa ideia, um bom projecto, uma boa solução a utilizamos sempre da melhor forma?

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Depois dos 15 primeiros anos, quais os desafios para os próximos 5?

Aqui ficam os slides da apresentação do Luís Borges Gouveia.

Alguém tem fotografias do exercício final na parede?

Um balanço inicial e a quente…

Se por um lado a expectativa relativamente a um dia de partilha no EdubitsUA 09 era elevada, mais era elevada a ideia de procurar encontrar um conjunto de respostas para a gestão da informação, uso dos suportes e lógica 2.0 associadas à partilha de conteúdos e acima de tudo, de criar/trocar ideias para projectos.
Até aqui todas estas abordagens tiveram uma resposta positiva. Se por um lado se entende a dimensão do desafio de partilhar ideias, projectos e informação nos diferentes organismos internos da Universidade de Aveiro, a verdade é que, essa mesma dimensão ganhou ainda mais perguntas do que respostas. Colocando sempre, do lado dos utilizadores, a decisão da pertinência e utilidade dos conteúdos, o debate alargou-se à forma de como o fazer com utilidade.
Neste momento, e por breves instantes, ficamos por aqui. No final faremos uma reflexão final em jeito de desafio…

Para os desatentos… segue ainda aqui o evento.

Web 2.0 na UA

Fala-se de 231 blogs, 44 wikis e 7 portais… “geridos” pela UA.

Liveblog do evento!

17.44

O Edubits chegou ao seu fim. Talvez passa a ser um evento anual…?

17.32

Não existem soluções definitivas. Daqui a poucos anos, o panorama tecnológico e social será diferente do actual, necessitando de novas aplicações. Este desenvolvimento é garantido e temos que estar preparados para tal.

17.29

A formação não deve ser só tecnológica, mas visar também um uso didáctico adequado.

17.28

Será que a nova plataforma tem total supore institucional? É garantido que todos os potenciais utilizadores tenham conhecimentos e/ou formação adequada?

17.27

Aspectos fundamentais a considerar na adopção de novas plataformas: será a plataforma sustentável? Vale a pena efectuar um esforço de adopção da nova plataforma, pode-se garantir que ela é usada no futuro?

17.24

O professor Fernando Ramos tomou a palavra para o painel final do Edubits.

17.05

Livestream com melhor qualidade de imagem: http://www.livestream.com/mcmm.

16.58

Livestream da apresentação em http://www.livestream.com/pedrocorreia.

16.50

Início da apresentação “Sapo Campus na Universidade de Aveiro”, por Carlos Santos e Luís Pedro.

16.06

Pretende-se adoptar serviços web 2.0 para incluir na homepage da UA.

16.04

Desafios - integração de novas ferramentas da web 2.0 - entrada na wiki, como garantir qualidade? Conta de twitter, quem é o responsável?

16.00

O jornal da UA conta com 40 contribuidores diferentes.

15.56

E… fiquei sem bateria. O liveblogging fica para já exclusivamente a cargo do @timkg :)

15.54

Apenas 25% dos utilizadores acedem a partir da UA.

15.54

No último ano foram registadas 5 milhões de visitas ao portal da UA. E a maior parte são utilizadores fieís.

15.54

O portal da UA recebe ca. de 850.000 visitas únicas por ano.

15.44

Inicia-se a apresentação “Portal UA - Desafios colocados pela web social na comunicação institucional”, por Margarida Almeida, Cristina Guimarães e Diogo Casa-Nova.

15.36

O facto é que o Blackboard, como ferramenta inerentemente fechada, não responde às necessidades reais dos alunos nem corresponde às expectativas por eles criadas enquanto utilizadores da Web fora do contexto curricular.

15.34

No Mestrado em Comunicação Multimédia, o uso do Blackboard é praticamente nulo. Diz muito, não?

15.29

Livestream do livestream no Qik. Technology overkill :D

15.29

A discussão está neste momento a girar em torno de serviços pagos, e os problemas inerentes a esse factor.

15.20

Assistimos à participação por videoconferência do prof. Jorge Ferraz.

15.15

15.14

A apresentação está a ser transmitida no livestream.

15.13

Fala-se do Thinkster, uma plataforma comunitária baseada em Wordpress MU criada com vista a partilhar ideias e recursos.

15.11

O Thinkster baseia-se no Wordpress MU (multi-user), adaptado por alunos do mestrado às necessidades da comunidade.

15.10

Link para a plataforma: Thinkster

15.10

Os docentes apresentam o thinkster, ferramenta adoptada no 2º ano do mestrado para facilitar a comunicação entre os alunos e docentes.

15.09

Agora, num salto muito rápido, estou a assistir à apresentação “Mestrado em Comunicação Multimédia - Tecnologia built-in”.

15.06

Pedro Almeida e Luís Pedro iniciam a apresentação “Mestrado em Comunicação Multimédia - Tecnologia built-in”. Algumas palavras-chave: blended learning, partilha, distância-proximidade, comunidades, web 2.0.

14.59

Acabámos de ouvir uma história de uma pessoa com uma doença terminal, que leva uma vida normal no SL, tendo casado e engravidado no mundo virtual. Wow!

14.57

“Be more! Feel free! Just be you!” É assim que a Teresa acaba a sua apresentação. Inspirador, não acham? #edubits_ua

14.52

A questão de utilizar as facilidades de voz do SL é pertinente. Pessoalmente, acho que a comunicação textual é menos constrangedora. Por outro lado, grande parte da comunicação está na linguagem gestual e no tom de voz adoptado.

14.52

A plataforma Movinter conta com a participação de muitas universidades e redes de universidades inovadoras. Assim, consegue reunir os “decision makers” da comunidade académica, e cria uma plataforma de uso exclusivo académico com forte aderência internacional. Desta forma maximiza-se a relevância das mensagens para os utilizadores.

14.49

A ferramenta é sobretudo de networking. O público levanta uma questão pertinente: com tantas aplicações (LinkedIn, Facebook, etc.), porque criar *mais* um login, mais uma aplicação a seguir?

14.46

A plataforma permite a publicação de interesses e áreas de actividade e encontrar pessoas com interesses partilhados, facilitanto o contacto entre pessoas e instituições académicas a escala internacional.

14.45

“SL não é um jogo. Entra-se, e depois é preciso decidir o que fazer naquela vida.”

14.45

14.41

A plataforma Movinter permite ser uma plataforma de comunicação para a comunidade académica internacional. Permite a criação de perfis com informação pessoal e interesses e actividades académicas.

14.40

Acompanhem a discussão no Twitter: #edubits_ua

14.39

“Dificuldade em converter os professores mais velhos ao SL” E os alunos?

14.37

Site do projecto: Movinter

14.36

Como integrar a actividade académica de pessoas dispersas geograficamente?

14.34

Segundo o estudo da Teresa, os alunos tendem a mostrar muito interesse, sendo intervenientes e criativos, e oferecendo sugestões e soluções alternativas aos problemas apresentados. Coisa que não parece acontecer muito nas aulas RL (Real Life) :P

14.33

Fiquei a saber que existe uma quantidade enorme de cursos no Second Life. Muitos têm a ver com as dinâmicas do próprio mundo (jogo?), mas outros cobrem temas diferentes, como a Fotogragfia.

14.28

Rui Raposo inicia a sua apresentação sobre “MOVINTER - networking e mobilidade 2.0″. Mobilidade virtual no ensino superior ibérico e da América Latina.

14.25

Depois do almoço, ainda de barriga cheia, estamos a acompanhar a apresentação de Teresa Bettencourt, intitulada “Social Interactions in Virtual Learning Environments”.

13.15

Gerou-se uma boa discussão. E agora, vamos almoçar!

13.12

Uma discussão alargada sobre questões de avaliação online interrompeu a apresentação. Existem discussões paralelas sobre a avaliação da participação de alunos em ambientes online, e sobre a avaliação de trabalhos entregues ou publicados online.

13.04

Possibilidade de avaliar um recurso utilizando diferentes escalas. Absolutamente necessário ou demasiado complexo?

13.02

12.56

O ponto de partida de todo este trabalho é a enorme complexidade de avaliar participações online de alunos, em várias plataformas e tipos de media distintos. Integração, Integração!

12.50

A ferramenta ainda está em desenvolvimento, mas já estamos a ver screenshots / mockups da ferramenta. A plateia cresceu consideravelmente - existe um grande interesse por parte dos presentes. Muitos professores a assistirem à apresentação de um aluno sobre avaliação de alunos. :)

12.47

O SAPO Campus visa oferecer uma ferramenta online, integrada no ambiente de produção de conteúdo pelos alunos, que permite ao professor definir os seus próprios critérios de avaliação.

12.45

O Rodolfo e o Carlos Santos vêm falar-nos de uma “Ferramenta para avaliação das participações online”

12.44

Ferramentas externas para registo da avaliação e observações, como folhas Excel, são difíceis de usar porque rompem com a observação directa, sendo necessário alternar a atenção entre objecto a ser avaliado e ferramenta de registo. Esta dificuldade é agravada devido à grande quantidade de material produzido pelos alunos.

12.43

Cheguei atrasado à apresentação do Rodolfo Costa, mas agora já cá estou!

12.42

Em contextos de participação online não se podem usar os mesmos mecanismos de avaliação como em ambientes tradicionais. A quantidade de informação gerada pelos alunos em ambientes online proíbe uma abordagem tradicional.

12.40

Prof. Carlos Santos está a fazer a introdução. Como tornar o processo de avaliação da participação dos alunos em contextos de elearning mais fácil por parte dos professores?

12.38

Nova sessão: “Ferramentas para a avaliação das particiapações online”, de Rodolfo Costa.

12.34

Levanta-se a questão da aparente falta de dedicação ao estudo por parte dos alunos devido à facilidade de obtenção de resultados e respostas pela Internet.

12.18

Após uma mostra de exemplos de aplicações e-learning a serem usadas na ESSUA (Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro), inicia-se uma sessão de perguntas pelo público.

12.16

Como podemos criar uma rede onde a partilha é eticamente saudável, de construção e não “serviço”?

12.12

Existirá sempre um núcleo duro de pessoas que se conhecem fisicamente e partilham dúvidas e recursos.

12.12

O espaço virtual (no âmbito do LCD) será sempre uma extensão do que acontence no espaço físico.

12.11

Uma Base de dados de objectos de aprendizagem ajuda na criação de material didáctico, permitindo a sua reutilização em diversos momentos de ensino / avaliação.

12.09

O método tradicional de investigação invalida a cooperação e partilha de descobertas e inquietações numa rede social? Ou seja, será que os orientadores devem permitir um processo de investigação aberto, sob risco de perder “exclusividade”?

12.06

A escola ou instituição deve oferecer material de estudo para atingir níveis satisfatórios de avaliação nas diversas competências. Para atingir níveis excelentes, o aluno deve efectuar um próprio estudo auto-dirigido.

12.05

A página do LCD no Ning:

12.04

Cada competência procurada nos alunos necessita da identificação de critérios de avaliação.

12.03

“Temos que considerar que por trás das ferramentas 2.0, por mais avançadas que sejam, estão pessoas, que as utilizam com vários níveis de proficiência”

12.02

A nível das ciencias biomédicas não estão a ser utilizadas tecnologias ao nível de relacionamento entre aluno e professor.

12.01

A identificação de blocos ou módulos de conteúdo faz com que as barreiras entre conteúdo lectivo sejam levantadas, pode haver reutilização de módulos em várias disciplinas.

11.59

O papel do docente também sofre alterações com esta mudança de paradigma. De que forma é que as TIC existentes podem ajudar nesta nova metodologia de ensino-aprendizagem?

11.58

O espaço no Ning traz uma nova atitude, com vista na partilha de recursos e ideias apoiado em ferramentas da Web 2.0.

11.58

Pretende-se que o aluno seja mais autónomo a estudar, não se limitando a receber a matéria do professor, incutindo mais responsabilidade do lado do aluno.

11.57

O portal do Laboratório de Courseware Didáctico é ainda muito “1.0″. Por isso, foi criado um espaço mais dinâmico no Ning.

11.56

Principalmente na área da Saúde é essencial garantir um estudo de toda a matéria, e não de apenas parte.

11.55

Verificaram-se necessidades de mudança do modelo de ensino. A avaliação baseada em critérios baseia-se na identificação de componentes que perfazem uma disciplina, e a avaliação de cada uma delas. Desta forma combate-se um estudo fragmentado de partes da matéria, tentando os alunos atingirem qualificação positiva estudando a metade da matéria com que estão mais familiarizados.

11.53

Vamos agora para a apresentação do Professor António Moreira: “Redes e actividade de investigação: o lado 2.0 da coisa”. Infelizmente, o Professor António não pode estar presente, de maneira que a apresentação está a ser dinamizada pelo Professor Francislê Sousa.

11.50

“Avaliação baseada em Critério e a utilização de tecnologias de informação”, de Alexandra Queirós.

11.47

Coffeebreak está a chegar ao fim, com um ligeiro atraso. A segunda sessão da manhã está prestes a começar!

11.20

Hora do coffee break, vou ali e já venho! TTYL :p

11.15

Se o Twitter não for a vossa cena, façam login no Facebook e visitem esta página!

11.14

Paralelamente a este liveblog, acompanhem a discussão fervilhante no Twitter!

11.12

A nível de público-alvo deste estudo, estamos a falar de cerca de 10 cursos, e muitos (!) docentes. Ah, e isto sem contar com a Universidade Aberta!

11.06

Question time!

Pergunta (P): “Em termos práticos, como se operacionaliza este modelo no terreno?”

Resposta (R): “Utilizar ferramentas online para disponibilizar informação, focado nos docentes que ministrem cursos de eLearning/bLearning. Tentar perceber que tipo de avaliação o docente faz da sua própria estratégia, e criar um painel de ‘boas práticas’ que outros docentes possam consultar. A ideia é classificar as estratégias que conseguir identificar.”

11.01

Vejam o vídeo no Qik!

10.59

Deêm uma olhada neste recurso: Technology Integration Matrix

10.54

10.49

Foram definidos três vectores de Avaliação: Interacção, Tecnologia e Aprendizagem. #edubits_ua

10.48

A avaliação do Ensino costuma ser baseada ou em factores económicos ou em resultados académicos “em bruto”.

10.46

Ana Balula, professora no ESTGA, vai apresentar-nos uma “Proposta de Modelo de Avaliação das Estratégias de Ensino Online”

10.46

Rui Vieira é professor no Departamento de Educação da Universidade de Aveiro. Acabou a apresentação, vamos passar já à próxima!

10.38

O site do projecto SERe:

10.33

Não esquecer de passar pelo blog de Rui Vieira sobre estas temáticas!

10.24


Estamos a ver a apresentação “TIC na Formação de Professores do Ensino Básico na Área das Ciências”, dinamizada por Rui Vieira.

10.09

Uma nota final sobre o projecto Farol, um “living lab” que pretende por toda a Universidade a testar serviços e tecnologias. Parece interessante, não acham?

10.07

Já acabou a Keynote, e muito boas questões levantou o nosso vice-reitor. Um óptimo começo para o #edubits_ua !

09.59

A palavra-chave nesta keynote é “integração”. Integrar tecnologias, infraestruturas e plataformas, para o bem de toda a comunidade académica.

09.48

Fala-se na tradicional “ponte” entre a UA e a PT. O SAPO, um dos apoiantes deste Edubits, é um belo exemplo desta parceria.

09.44

Estão também espalhados pela sala alguns whiteboards, escrevam, desenhem, a ideia é estimular a criativdade!

09.41

A ideia é utilizar vários media para produzir conteúdo para o evento. Temos câmeras, blogs, Twitter, etc. Usem à vontade!

09.40

Està a começar a Keynote de abertura!

09.28

Rui Vieira fala sobre o Courseware “SERe”. Mais informações nesta página da Ludomedia, uma das empresas parceiras no projecto.

09.15

O espaço está a acabar de ser montado, ainda está cá pouca gente, e o sono paira no ar…

09.06

Este espaço vai ser hoje utilizado para o “liveblog” do evento! As actualizações vão ser pequenas mas rápidas, ao estilo do Twitter. Matenham-se atentos!

08.21


Esta é a hashtag com a qual devem identificar os vossos posts no Twitter. Já agora, se ainda não o estão a fazer, sigam-nos!

Partilha: Produtos, processos ou recursos? Realidade ou Ficção?

Estando a menos de 24 horas do início do EdubitsUA 09 uma questão impõem-se. Até que ponto, verdadeiramente, partilhamos alguma coisa com uma comunidade? A tónica está na palavra “verdadeiramente”.

Será que ao colocarmos no Twitter um link para um vídeo estamos a partilhar? Ou para uma página que consideramos interessante? Será que a partilha se resume a uma mera indicação do que vimos ou ouvimos e que foi, na sua maioria, elaborado por outros? E até que ponto é que, de facto, damos a conhecer as fontes/recursos que nos inspiram? Que são determinantes para a formação das nossas ideias e opiniões?

Vamos então colocar a questão nos processos e não nos resultados. E vamos repensar a questão da partilha. Voltamos ao humor com o Calvin & Hobbes:

Se pensarmos a partilha apenas na vertente de dar acesso ao que conhecemos a verdadeira essência da concepção de um modelo assente na colaboração entre pessoas, equipas ou instituições é perdida. Partilha o resultado de um trabalho ou de uma investigação é partilhar a forma e o conteúdo e não o processo que levou a um determinado resultado. No entanto, é de facto, no processo que se encontra grande parte da informação, das linhas de pensamento e reflexão e caminhos ou orientações para o desenvolvimento futuro .É durante o processo que se reformulam objectivos, que surgem as dúvidas, as lógicas de análise e de problematização e acima de tudo, os conceitos ou linhas de rumo inovadoras (assente geralmente nos primeiros resultados). A visão inicial de deter algo que pode ser uma novidade é sempre um processo de egoísmo. Este processo, na sua essência, nunca é partilhado. Tentemos a partilhar, no fundo, o resultado final de todo um processo e nunca o processo em si. Talvez seja altura de repensar (perdendo o medo de o fazer) de dar a conhecer as ideias, as dúvidas, o dia-a-dia de uma investigação, das reflexões pessoais ou colectivas, das experiências (com e sem sucesso) e dos resultados (aferidos ou por aferir) e receber de uma comunidade alargada contributos que podem enriquecer (pela crítica positiva ou negativa) a nossa reflexão. Mas no fundo, todos temos a ideia que vida, na sua essência, não é assim… mas assim:

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O EdubitsUA 09: Espaço de Argumentação e Aprendizagem

No próximo dia 6 de Julho, em 2009, um conjunto de pessoas vão reunir-se na Universidade de Aveiro para partilharem ideias, projectos e reflexões. Durante os últimos dias fomos deixando alguns dos fundamentos que presidem a este encontro, sendo o EdubitsUA 09 um exemplo do que podem ser os primeiros passos de construção/consolidação de uma base de partilha de processos fundamentais para uma Learning Organization.

Como provocação (com humor) deixamos uma antevisão de um momento de argumentação:

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Se a ideia é partilhar, que se partilhem os processos pelos quais se chegam aos resultados/produtos como forma de tornar clara a informação e a aprendizagem seja experimentada e não, somente, transferida…

Programa e agradecimentos vários

O programa do Edubits está finalmente (achamos nós :)) fechado.

No entanto, para além da publicação do alinhamento das apresentações que decorrerão no próximo dia 6, julgamos muito mais importante valorizar o espírito de participação e partilha que permitiu, num espaço de tempo tão reduzido, preparar este evento.

No dia 18 de Junho, entre elementos da organização presentes, ausentes e que chegaram atrasados à 1ª reunião porque adormeceram, apenas tínhamos uma ideia: a de criar um evento que permitisse às pessoas da UA reunirem-se, partilharem experiências e discutir o futuro da utilização das tecnologias no apoio ao processo de ensino-aprendizagem.

O que se passou desde essa reunião é um exemplo notável do que se passa hoje nas comunidades de aprendizagem: a forma como, através da tecnologia, se pode potenciar o espírito de colaboração e partilha e de co-construção e co-desenvolvimento de ideias.

Em nome de toda a organização queremos ainda agradecer a todos os que mostraram vontade e disponibilidade para partilharem as suas experiências.

Nós, os da Organização, estamos ansiosos por vos encontrar no Restaurante Universitário já no dia 6.

Até lá!

A questão da Identidade Institucional e da Identidade Pessoal. De um ponto ao outro.

«Everyone maintains personal identity; it persists irrespective of our individual traits. Personal identity is the “common denominator” of soul: where personal identity persists, a soul will surely be found. So if we are to improve our knowledge of the soul’s overall function and nature, it’s very likely we’ll need to tackle the problem of personal identity first. The implication of “problem definitions” is that our best definition of personal identity would be one which captures its necessary and sufficient conditions, and in a manner which is most “informative.” »

Personal Identity

Se até aqui falámos de comunidades e organizações, falamos agora da questão da Identidade. Partimos de uma imagem em forma piramidal de interligação entre os conceitos de: Identidade Pessoal/Individual; Identidade Colectiva e Identidade Institucional/Organizacional. Façamos então uma primeira leitura, partindo da Identidade Pessoal/Individual.

A interacção de qualquer elemento numa Learning Organization (vale a pena ler este artigo que liga aprendizagem à qualificação) passa, como em qualquer caso por um ajuste na Identidade Pessoal/Individual. A criação da nossa identidade passa pela formulação de um conjunto de processos (das questões de aprendizagem às questões morais) que perfilham um conjunto de modelos à priori que condicionam a nossa actuação face a vários contextos e diferentes situações. Cada um, ao integrar um projecto colectivo (equipa, unidade, departamento…) tende a procurar transferir (directa ou indirectamente) algumas das características pessoais/individuais para esse novo contexto. Por um lado a Identidade Colectiva é composta pelos objectivos definidos para a sua operacionalização, por outro lado, pelos contributos individuais dos seus participantes nesse processo auto-construtivo de uma identidade colectiva única e identificável. Neste processo, há um reflexo imediato de “sentimento de perda” da Identidade pessoal/individual para essa Identidade Colectiva (muitas vezes associada à ideia da toma de decisões – quer por imposição normativa, quer por imposição da maioria em detrimento das opiniões pessoais). Subindo ainda mais um patamar e interligando a representação colectiva com a Identidade Institucional/Organizacional podemos identificar um processo similar. Isto é, a Identidade Colectiva dilui-se integrando e interagindo com a Identidade Institucional/Organizacional muitas vezes definindo por este modo a imagem social e contextual da mesma.

E se a leitura for feita noutra perspectiva? Tomemos o exemplo do EdubitsUA 09. Se um dos participantes referir que estará presente no dia 6 de Julho, para partilhar práticas e reflexões, utilizando a identificação nascida da Identidade Institucional/Organizacional estará ou não, a fazer uma associação directa entre a sua própria Identidade Pessoal/Individual e a imagem organizacional associada à instituição de acolhimento? Será que, numa Learning Organization a integração de uma visão partilhada entre os três processos de criação de uma Identidade não estão tão interdependentes que promovem uma consciencialização integrada e não fragmentada?
Fica mais uma reflexão e uma provocação. Deixamos um excerto de um filme (de culto) onde a questão da Identidade.

«“Blade Runner delves into the implications of technology on the environment and society by reaching to the past, using literature, religious symbolism, classical dramatic themes, and film noir. This tension, among past, present, and future is seen in the retrofitted future of Blade Runner, which is high-tech and gleaming in places but elsewhere decayed and old. Interviewing Ridley Scott in 2002, reporter Lynn Barber in The Observer described the film as: “extremely dark, both literally and metaphorically, with an oddly masochistic feel”. Director Scott said he “liked the idea of exploring pain” in the wake of his brother’s skin cancer death. “When he was ill, I used to go and visit him in London, and that was really traumatic for me.”» Fonte: aqui.

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Trabalhar em Colaboração e numa Learning Organization: a questão do Perfil.

Trazendo uma ideia que procura, de uma forma mais aberta e divertida, debater a questão da relação entre o conhecimento individual/colectivo e a identidade individual/colectiva, vamos buscar uma ideia que, em jeito de reflexão com um pouco de humor.

Há uns anos atrás, num encontro sobre “Educação e Mudança”, falámos de uma comparação simples em jeito de ilustração que agora retomamos. Podemos pensar que, na generalidade (e sabemos como são as generalidades) existem, numa comunidade ou numa Learning Organization dois tipos de “participantes/colaboradores”. É fácil identificar o tipo a que pertence com uma imagem e uma pergunta simples. Esta pergunta só funciona com uma determinada geração. A pergunta é simples: Era um/a menino/a Playmobil ou Lego?

Com esta pequena sugestão traçamos dois perfis.

Playmobil: é o tipo de “participante/colaborador” que espera sempre o produto feito. Que a imaginação não é o essencial, o essencial é o objectivo do trabalho a realizar. Partilha pouco o que produz mas pesquisa muito e retirar muito daquilo que os outros partilham. Geralmente dá opiniões e não reflexões. Tem a vantagem de cumprir as regras e as linhas de orientação para o desenvolvimento dos projectos.

Lego: é o tipo de “participante/colaborador” que vê a comunidade/organização como um todo ao qual pertencente. Como uma peça. Geralmente partilha o que produz e gosta de receber opiniões sobre a pertinência do trabalho e dos produtos que transfere para a comunidade/organização. Geralmente consegue ter uma visão global do contexto, assim como, da forma dos problemas e dos resultados.

Correndo o risco de parecer que estamos a escrever uma página de horóscopo, não podíamos deixar de lançar, para o EdubitsUA 09, esta reflexão. Se existem perfis individuais/colectivos numa comunidade/organização, existindo também uma identidade organizacional entre similares, como criar modelos comuns (de comunicação, partilha, registo, avaliação) que responda a diferentes necessidades e diferentes problemas/soluções?